Não adio mais meus pensamentos
  nossa, quanto tempo

Agora ela sentia tudo mais forte , sentia mais vontade de correr atrás enquanto ainda havia tempo . Sentia vontade de cortar, lamber, vontade de dar muito mais gargalhadas . Pedir perdão, mandar tomar no cu , ou simplesmente esquecer de vez , pra não levar na bagagem .Ela sentia vontade de ficar calada ou até mesmo dizer tudo o que estava entalado na garganta , que por vez já estaria rouca de tanto gritar . Vontade de perder a hora, de chegar ainda mais tarde , de enlouquecer de vez . De pintar as paredes de preto,(por dentro e por fora).Vontade de falar todas as verdades , e desmentir as mentiras,quem sabe .Agora ela queria sentir, respirar , andar , tudo melhor . Ela , desta vez via tudo escorrendo pelo ralo .


'She woke in the morning.
She knew that her life had passed her by
She called out a warning.
Don't ever let life pass you by.'
(Incubus -Warning)



Escrito por Francine às 14h05
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  sobre mudanças

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa.



Escrito por Francine às 11h15
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Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.



Escrito por Francine às 11h10
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  [re]começar

Ok. Vamos começar tudo de novo. Eu sou perita em começar sempre de novo. Sou perita nisso de começar do zero, mesmo que a lousa [ou quadro-negro – como queira chamar] na qual vou começar a escrever de novo a historia da minha vida não seja assim tão negro, assim tão nova. Mesmo assim eu tento, escrevo, vivo. Como se estivesse tudo novo, se nunca tivesse caído, ou sofrido ou vivido, ou amado ou desejado. Eu vou. Mesmo que eu chegue tarde, mesmo que já seja tarde. Tarde? O ano mal começou e já é tarde? Que importa? Importa que eu vou. De novo. Começar e viver e amar. Se der certo, iabadabadú. Se não, putz! Me empresta o apagador? Eu preciso limpar uma lousa, um quadro-negro, limpar o terreno ou seja lá o que for... E começar de novo. Que venha um ano inteirinho. Estou de giz na mão. Com sede do novo.



EXPLODI .



Escrito por Francine às 14h08
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Joga-se no sofá.

Já não é mais um Iceberg, é uma mulher sofrendo. Que triste. É mesmo muito triste assistir a um espetáculo de baixa estima como esse. Uma mulher tão bonita... Uma mulher saudável. Capaz de amar imensamente. De escrever sonetos. Capaz de fazer pratos indianos. De gerar crianças perfeitas. De ficar comovida ao ler um verso de Elliot sobre o tempo. Capaz de conhecer várias versões sobre o que é o tempo e ser suas opiniões sobre o calendário gregoriano. Pois é, essa mulher de que falamos é capaz de completar a São Silvestre fazendo um ótimo tempo, mas não consegue se amar por um só centésimo de segundo. E isso é triste o suficiente para fazer qualquer pessoa chorar.

É, talvez você, leitor, devesse estar chorando agora.



Escrito por Francine às 19h09
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"A verdade é que me enchi, De você, de nós, da nossa situação sem pé nem cabeça. Não tem sentido continuarmos dessa maneira. Eu, nessa constante agonia o tempo todo imaginando como você vai estar. E você, numas horas doce, noutras me tratando como lixo. Não sou lixo. Tampouco quero a doçura dos culpados, artificial como aspartame.
Fico pensando como chegamos a esse ponto. Não quero mais descobrir coisas sobre você, por piores ou melhores que possam ser.
Assim, chega. Chega de climas, de choros, de silêncios abismais. Para quê, me diz? O que, afinal, eu ganho com isso? A companhia de uma pessoa amarga, que já nem quer mais estar ali, ao meu lado, mas em outro lugar?
Sinceramente, abro mão. Vou atrás de um outro jeito de viver a minha vida, já que em qualquer situação diferente estarei lucrando.
Bom é isso, se agora isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem. Não se expurga um câncer sem matar células inocentes..."



Escrito por Francine às 11h24
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"Nós fazemos chorar aqueles que se importam conosco.

Nós choramos por aqueles que nunca se importam conosco,

e nós nos importamos com aqueles que nunca vão chorar por nós.

Essa é a vida... é estranho, mas é verdade.

Assim que você perceber isso, nunca será tarde demais para mudar."



Escrito por Francine às 20h18
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Eu sou uma eterna apaixonada por palavras, música e pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde nasceu ou quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Tem muita coisa dentro de você? Então vem cá ... joga essa porra de identidade fora e senta aqui. Cansei de te escutar falar de rave , ou de insistir em falar que ficou 200 horas escutando tuntz tuntz tuntz . Ah, pode até falar disso , mas seja breve. Eu to mais interessada em saber da alma, e de VOCÊ. Você não é só uma festa, uma foto no orkut ou um carro bonito que te custa caro. Você não é só um iPod, uma tv de plasma, uma noticia barata de jornal. Você é gente, e gente sente, gente sofre, gente ama , SENTE SONO . E tem medo , EU TENHO MEDO .Eu, na verdade tenho muitos medos. E um deles é que as pessoas virem apenas uma imagem . Não para os outros ( Que se fodam os outros!). Mas pra si mesmos . Meu Deus, onde vamos parar? Antes que a conversa se estenda, não sou hipócrita, veja bem .
O que eu quero falar na verdade é que A GENTE PODE SER BEM MAIS QUE ISSO ! Me conte suas viagens , mas não tenha medo de dizer que ODEIA tudo o que todo mundo gosta , e pare , por favor de colar aquelas fotos de toda aquela gente cretina no seu mural. Não precisa fazer linha comigo, eu já nasci deselinhada e você sabe . Lembre-se de quem você era , DE QUEM VOCÊ É . (você ainda se lembra?). é sua essência, o que tem escondido atras desses óculos escuros. - estou em um daqueles meus momentos silenciosos em que nada parece fazer sentido- Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, para que não desconfiem , mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno e uma felicidade que caiba dentro da bolsa. Quero muito e quero sem fim. Não cresci para ser mais ou menos , e se você não sabe nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar.Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz.Eu quero mesmo é o mergulho . Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar -se ainda acreditar- pra sair ainda bem melhor e curada, do outro lado de lá .


de mim, pra eu mesma



Escrito por Francine às 17h39
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  EU QUERO SER ANGELINA

Alguém aí me explica: quem resolveu catalogar o mundo? Rotular pessoas? Fazer um manual de vida coletivo que mora no imaginário de cada um? A gente nasce com idéias pré-concebidas e nem se dá conta que mal temos escolhas: existe mulher para casar, mulher para se divertir, mulher para se desejar e a mulher que você tem em casa. Existe a moda do dia-a-dia, underwear, sportwear, streetwear, passeio-completo, esporte-fino, a Daslu, e a lista das dez mais mal-vestidas. Existe o cara gostoso demais, o bom-partido, o bonzinho demais, o galinha demais, o mentiroso, o sogro que sua mãe pediu a Deus, seu vizinho charmoso e o cara que é o amor da sua vida. Existe o body-splash para o dia, o seu perfume favorito para a noite, o corte de cabelo da estação, as mechas avelã-caramelo-chocolate-doce-de-leite que você vai usar sem nem sentir o gosto. (Nem nenhuma emoção diferente). Existe o point do momento, a praia mais badalada, a celebridade mais comentada, o carro-do-ano, o que está in, o que está out, o que é top, o que virou lata e o eterno vai-e-volta da saia balonê que ninguém entende (nem nunca vai entender). (O luxo de hoje é o lixo da próxima estação, anote na caderneta!) Existe a tatuada-drogada, a patricinha-metida, o bad-boy, o playboy, o bombado, a divina-modelete, o intelectual, a draq-queen, o músico, o viado, a funkeira, a caminhoneira, a marombeira, o senhor dos anéis, a poeta, o bicho-grilo, o Ronaldinho Gaúcho e nossas mães (acima de todas as coisas desse mundo). Existe a gordinha, o neguinho, a branquela, a baixinha, o mala-sem alça, o malandro, a oferecida, a santinha, a maravilhosa, o pivete, a Dasluzete, a ex-mulher-do-jogador, o Brad Pitt e a Angelina Jolie (que além de linda, tatuada e engajada, tem aquela boca, gosta de sangue e facas, carrega filhos de outros continentes, tem tesão por homens casados, beija mulheres e ainda permanece Angelina Jolie). Assim: intocável em sua transgressão. Salve Angelina! Somente Angelina pode ser Angelina. Sem rótulos. Sem estereótipos. (A legenda de "atriz estranha" já saiu de cena há muito tempo). Se Angelina faz e acontece, porque nós também não podemos? Nem preciso responder. Angelina é Angelina, sinto informar. Nós, pobres mortais que não nascemos Angelina (boca, olhos e holofotes), não podemos vacilar em nossas escolhas, nem optar por nada que não seja extremamente convencional. Não troque de marido que você vira desquitada, não faça mais de uma tatuagem que você é considerada drogada, não adote um bebê do Camboja que seus parentes te deserdam, não mude sua opção sexual que você se torna promíscua, não faça pacto de sangue com facas e sangue que você vai acabar presa (e no grupo de risco). O mundo nos oferece um milhão de opções, mas você tem que achar sua categoria agora, pegar seu crachá e colar sua LOGO para uma melhor identificação quando surgir a crucial pergunta: quem é aquela pessoa ali? É a dura realidade. (Profiles em branco não serão permitidos). Se você descobriu que sua vida não se reduz a meia dúzia de palavras e que não consegue se resumir a uma ou duas categorias catalogadas no manual imaginário da Terra, um abraço... Você não serve para viver no planeta-produto. A saída é pegar sua mochilinha do shopping Oiapoque (mais original que muita gente por aí) e tirar seu time de campo. Você não tem rótulo, não tem identidade, você é um peixe-fora-dágua, benvindo! Se quiser se adaptar, esqueça sua complexidade, suas ambigüidades, pare de pensar e siga as instruções. Você não pode ser morena, cheirosa, fazer o que quiser da vida, ter um leve ar de princesa, lutar Karatê como um homem, amar maquiagem, passar no terceiro lugar no vestibular, ser tatuada e escrever poesia. Não, não pode. Categorias misturadas, ambiguidades inusitadas, carteira apreendida, por favor! Devolva os olhos avelã, o diploma e o cara pra quem você dá, comece a se drogar, pegue sua carterinha "trash", faça mais dez piercings, brigue na rua, só use preto e comece a viver como num clipe do Evanescence (sem a beleza misteriosa da Amy Lee, claro). Você não pode ser moreno, forte, lindo, ganhar rios de dinheiro, ser um poço de charme e ainda gostar de homens. Você é assim? Visto negado. Você vai ser obrigado a gostar de mulheres, ter mau-gosto pra se vestir, ficar mal-informado ou vai acabar com a pele opaca, a conta lisa e nenhum lugar para se divertir. Exagero meu? Um pouco. Sou intensa, exagerada, atrevida, curiosa, doce, ácida, livre, solta, tenho milhões de reticências, gosto de pessoas não-acabadas e não quero ser rotulada. Me recuso terminantemente a concordar com a existência de um mundo limitado, colocar uma LOGO na testa, parar de escrever, parar de sonhar, ter uma vida morna e parar de falar o que eu penso. E o que penso? Que podemos ser mais. Que temos pré-conceitos demais. Adoramos julgar o outro, rotular o vizinho, sem olhar para dentro de nós mesmos. Não nos sentimos capazes de sermos o que somos. De sermos tudo o que podemos (e queremos). De sentir felicidade plena todos os dias (apesar de sabermos que é difícil, mas não impossível). A sociedade corta nossas asas, nossa criatividade, nossos desejos reais e nos deixa com medo. Medo de não ser aceito. De não ser amado. De não ser compreendido. Medo de ser feliz todo dia e não saber lidar com nosso próprio poder. Medo de não ser feliz nunca e morrer aos poucos. Quer saber? A sociedade não é culpada. (Ela só possui regras e convenções). Nós somos os únicos responsáveis pelo que iremos fazer com as nossas próprias vidas. E aí? Peixes fora dágua sempre acham mares diferentes (e ás vezes turbulentos) para se viver. (E mergulhar fundo). E produtos vivem expostos em prateleiras, têm preço e não correm risco. (O prazo de validade já vem registrado). É uma escolha que depende de cada um. A minha eu já fiz.


Eu quero ser Angelina!!

 


(pra poder ser o que eu quiser...)



Escrito por Francine às 18h09
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Sabe quando o vazio toma conta de tudo , e não sobra espaço pra mais nada? Sabe quando você precisa correr pra algum lugar , pra se esconder da chuva ,mas todos os lugares estão fechados ? é então ... é assim que eu estou me sentindo . sozinha , debaixo de um temporal , sem guarda chuvas e sem abrigo .
É impressionante a capacidade das pessoas de jogar pedras no teto alheio , como se os delas não fossem de vidro também . E eu ? sinceramente ... cansei! Tô na chuva , de teto quebrado . Mas eu aprendi que quem tá na chuva , tem que se molhar , e sobreviver , porque afinal de contas , ninguém é de açucar . E quando essa tempestande passar, o sol vai brilhar novamente pra mim, pra que eu consiga reconstruir o que está quebrado aqui dentro .

quer saber da verdade ? esse ano já deu o que tinha que dar



Escrito por Francine às 12h25
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  sobre o momento

Cansaço ?
s. m.,
fadiga;

lassidão;

esgotamento;

fraqueza derivada de trabalho excessivo ou doença.

É... quando tento me definir , penso em cansaço .
Mas ... do que estou esgotada? (Esgotamento) Esgotei-me de me sentir esgotada pelo cansaço , e esgotei-me por isso ser um ciclo . Estou esgotada do cansaço. Cansada de esgotar-me. (...)
To preocupada com a situação mundial , ou até mesmo pessoal momentânea, que chega a não ser momentânea , pois nunca passa, nunca deixo de me cansar.
Isso se torna muito mais cansativo do que qualquer preocupação.
Esgotada por estar cansada de preocupações momentâneas .

Momento ?
do Lat. Momentu
s. m.,
espaço pequeníssimo de tempo;

ápice;

instante;

tempo ou ocasião em que alguma coisa se faz ou acontece;

ocasião azada;

lance;

conjuntura;

valor;

importância;

Momento, define-se como espaço pequeníssimo do tempo, correto!
Então por aqui entende-se que meus momentâneos esgotamentos pelo cansaço ocorrem em instantes (...)
Pfff... só pode ser piada, Ne?

Eu estou me sentindo afogada, ou peixe fora d’água, pássaro sem asas.
Me sinto esgotada de forças e preocupada com o que verei no espelho daqui dez, vinte ou trinta anos. Frustração ? Tristeza? Alienação ?
Eu quero apenas ver rugas, as rugas que mostrarão meu eterno esgotamento.
Purgatório de idéias bipolares no qual vivo, ora chuva ora tempestade; ora sol ora seca .
E eu em sã consciência tenho tanta sede de vida , mas vivo sob chicotadas psicológicas nesse solilóquio cruel do palco que é viver .


Meu humor do dia é solidão , e a culpa é minha .
Não sou auto-suficiente, preciso de calor .
Calor para aquecer o’ inverno que se faz aqui dentro’.



Escrito por Francine às 15h29
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  sempre?

Apesar de ter tido algumas experiências a partir de experiências dos outros e minhas também sobre o que vou falar, não pensei que eu passaria denovo pelo mesmo, com o comando em minhas mãos.

É meio surreal quando alguém te conta uma história sobre duas pessoas que se amam e vivem felizes para sempre. Deixa eu explicar meu ponto. Acho que a felicidade não é aquela coisa pronta, palpável, aquilo que você simplesmente pode parar e dizer: olha, agora sou feliz, tenho felicidade sobrando. Acho que condiz mais com aquela sensação do momento, com pequenos atos, com os detalhes.

Meu olhar busca detalhes. Gosto de conhecer as pessoas sob aspectos que talvez nem elas mesmas saibam que existe. Não é algo fácil, porque há detalhes que são trabalhados para serem escondidos. E há detalhes, também, que talvez são forjados para causarem uma impressão diferente da realidade.

Então temos essas duas pessoas que se amam e felizes para sempre vivem. De repente há uma separação ou mesmo num relacionamento não saudável há aquela briga-constante-com-sexo-casual. Em ambos os casos o seguinte funciona: uma das pessoas passa a ignorar a presença da outra e, acreditem: ganha totalmente a outra pessoa de volta.

O fato é que nem todo mundo pensa e age assim. E isso, diria, é uma das coisas que, agora colocando um ponto pessoal no assunto, eu me diferencio. Quando acontece uma grande explosão, que seja num lugar isolado abandonado inabitado, há uma alteração gigante deste local, certo? O mesmo acontece com os sentimentos humanos. Quando há o ferir o maltrato uma explosão, nada continua do mesmo jeito.

Acredito que o amor é também uma coisa não palpável e que deveria ser compreendido como a felicidade. O amor deveria ser aquilo que dá apoio e não aquilo que ajuda a destruir. E as mentes das pessoas hoje em dia são tão limitadas que a maioria acha que ama e sequer sabe o que vem a ser amor.

Não digo que sei, mas tenho consciência de que amo amei amarei, assim como tenho consciência de que já fui sou e serei feliz. Mas tudo isso em espaços diferentes da minha vida. Não dá para amar o tempo todo. Não dá para ser feliz o tempo todo.

As pessoas cobram o que não tem direito e o ponto crucial de qualquer regra de vivência seria conhecer estas regras de forma natural. E entender que talvez a felicidade e o amor podem não andar juntos. E também entender que, de vez em quando, a felicidade acaba. Ou mesmo o amor. Ou mesmo os dois juntos.

E que ninguém é feliz para sempre, até porque o para sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre acaba.



Escrito por Francine às 16h42
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me diz que você não gosta mais de mim, que o que passou agora é só mais um amor, que você deixou adormecer até morrer..



Escrito por Francine às 16h52
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Chuva traga o meu benzinho,

pois preciso de carinho..



Escrito por Francine às 16h30
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  memórias não são só memórias

''Havia, em algum lugar, um parque cheio de pinheiros e tílias, e uma velha casa que eu amava. Pouco importava que ela estivesse distante ou próxima, que não pudesse cercar de calor o meu corpo, nem me abrigar; reduzida apenas a um sonho, bastava que ela existisse para que a minha noite fosse cheia de sua presença. Eu não era mais um corpo de homem perdido no areal. Eu me orientava. Era o menino daquela casa, cheio da lembrança de seus perfumes, cheio da fragrância dos seus vestíbulos, cheio das vozes que a haviam animado''

antoine de saint exupéry (meu favorito)



Escrito por Francine às 19h52
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